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Estamos todos a vender o mesmo: Tempo.

Atualizado: Jul 31

As minhas coisas favoritas na vida não custam nenhum dinheiro. É absolutamente claro que o recurso mais precioso que temos é o tempo. Steve Jobs.

Como contestá-lo? Boa parte dos novos produtos e serviços que foram lançados nos últimos anos refletem a nossa obsessão pelo consumo do tempo seja em qualidade, intensidade ou quantidade.

Confira:


Para entender melhor a implicação desta afirmação, vamos rever cada uma destas opções. Até a crise do coronavírus, o turismo era o 3º maior empregador em todo o mundo, este setor nada mais é do que a oferta de qualidades específicas de tempo, a condensar uma experiência, seja ela cultura, relaxamento, desporto ou o simples contacto com a natureza.

Nos últimos anos assistimos ainda ao desenvolvimento de serviços de valor agregado em torno de diversos produtos, como os canais digitais “how to” do youtube. 

Esta tendência traduz apenas a necessidade de agregar uma experiência ao processo de consumo de um produto ao longo do tempo.

Na perspetiva da intensidade, devemos considerar ainda o acesso a uma maior quantidade de dados num período menor de tempo, o que em última análise, produzir mais em menos tempo. Boa parte dos serviços e produtos tecnológicos, incluindo o próprio iphone e o uber podem ser enquadrados nesta categoria.

Ou seja: Queremos viver 150 anos ao longo de 80 anos de vida.

A estratégia adoptada pelos governos na gestão da pandemia também está centrada no tempo, já que o objetivo do isolamento é achatar a curva de contágio e ganhar tempo para desenvolver uma vacina.

O foco no tempo simplifica a estratégia de marketing durante uma crise como esta e ainda revela oportunidades ocultas, já que estamos dispostos a consumir qualquer coisa que nos ofereça alguma paz de espírito e que torne a nossa vida um pouco menos angustiante.

Passemos a aplicação do conceito. No caso dos restaurantes, cujo o principal serviço é a experiência social de partilha, podemos focar no desenvolvimento de experiências fora do espaço físico dos restaurantes, embalagens e apresentações que nos permitam fazer "walking lunchs", por exemplo. No Brasil são (ou foram) muito populares os chefs em casa. Na ponta inversa desta tendência, os restaurantes que só entregam por aplicativo, e que não oferecem um salão para receber clientes.

Na perspetiva do turismo, a oportunidade é ainda maior, pois apesar da redução generalizada da procura, as restrições de funcionamento e o medo das grandes aglomerações podem ser molas propulsoras para o desenvolvimento do turismo rural e das regiões menos desenvolvidas do país.

Por fim, convido todos os gestores, especialmente os donos de pequenas empresas, a olharem a sua oferta de serviços na perspectiva: Como eu posso eu posso criar uma experiência que transforme o tempo dos meus clientes?


#marketing #produto

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